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Manchester City contrata Jeremy Monga, joia de 17 anos do Leicester City

O Manchester City anunciou a contratação do ponta Jeremy Monga, ex-Leicester City, por uma taxa inicial de £10 milhões, com possíveis acréscimos por metas. O jovem, que completou 17 anos na última sexta-feira, assinou um contrato de cinco anos, válido até o verão de 2031, tornando-se a segunda contratação do técnico Enzo Maresca à frente do clube nesta janela.

A negociação se insere num mercado de transferências agitado e que promete movimentações históricas nos próximos meses - para entender o panorama geral, confira a abertura da janela de transferências e como os grandes clubes europeus estão se preparando para a temporada. No caso do City, a chegada de Monga reforça uma estratégia clara: investir em talentos jovens com potencial de longo prazo, antes que a concorrência possa agir.

Um dos jogadores mais jovens da história da Premier League

Monga não é um nome qualquer entre as promessas do futebol inglês. Ele é o terceiro jogador mais jovem a estrear na Premier League em toda a história da competição, tendo feito sua aparição no principal escalão diante do Newcastle United em abril de 2025, com apenas 15 anos e 271 dias. Também é o segundo jogador mais jovem a atuar pelo Leicester City em partidas de nível sênior - um recorde que evidencia a confiança depositada nele precocemente pelo clube das Midlands.

Na temporada 2025/26, Monga disputou 30 partidas em todas as competições pelo Leicester, registrando um gol e duas assistências. No total, somou 37 aparições pela equipe sênior dos Foxes, sendo sete delas na Premier League. São números modestos em volume, mas significativos quando se leva em conta a idade do atleta e o nível das partidas em que foi utilizado. O internacional inglês sub-19 mostrou maturidade defensiva e ofensiva suficiente para convencer o City a abrir o bolso ainda nesta janela.

Maresca faz sua segunda contratação; Viana explica a aposta

A chegada de Monga marca o segundo reforço de Enzo Maresca no comando do Manchester City neste verão europeu. O primeiro foi o meio-campista Elliott Anderson, contratado junto ao Nottingham Forest por £116 milhões - uma das maiores negociações da janela até agora. As duas contratações juntas revelam uma dupla estratégia: poder de fogo imediato e construção de futuro.

O diretor de futebol do City, Hugo Viana, foi direto ao explicar a aquisição. "Jeremy é um jogador empolgante que já deu passos enormes em sua jovem carreira. Já o conhecíamos muito bem como clube e pudemos ver sua capacidade de perto durante sua passagem pelo Leicester. Com 17 anos, acreditamos que ele só vai continuar a evoluir e que esta é a etapa correta em sua trajetória", declarou Viana no site oficial do clube.

Monga mira o caminho aberto por Foden e O'Reilly

Ao ser apresentado, o próprio Monga foi preciso sobre suas motivações. "Quando soube que o Manchester City estava interessado, soube imediatamente que era a escolha certa para mim. Para qualquer jovem jogador, fazer parte deste clube incrível é um sonho realizado. Este tem sido o melhor clube da Inglaterra nos últimos dez anos. E ele também deu oportunidades a jogadores da Academia, como Phil Foden e Nico O'Reilly, o que mostra que o caminho existe", afirmou o atacante no site do clube. "É um privilégio estar aqui, e estou muito feliz por ter me juntado ao grupo."

A referência a Foden - ídolo formado nas categorias de base do City e hoje um dos melhores jogadores do mundo - não é acidental. O clube de Manchester tem consolidado uma reputação sólida no desenvolvimento de talentos jovens, e essa narrativa é parte central do argumento de recrutamento. Para Monga, que ainda tem muito a crescer taticamente e fisicamente, ingressar num ambiente de alta performance aos 17 anos pode ser determinante na definição de sua trajetória profissional. O desafio agora é encontrar ritmo de jogo sem desperdiçar anos fundamentais no banco de reservas.