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Ishan Kishan sobe ao topo do ranking T20I e entra para a história da Índia

Ishan Kishan tornou-se o quarto batsman indiano a liderar o ranking mundial de batsmen em T20Is, superando o companheiro de equipe Abhishek Sharma na mais recente atualização da ICC. A ascensão do wicketkeeper-batsman é ainda mais notável por ter acontecido poucos meses após seu retorno à seleção indiana, depois de uma ausência de mais de dois anos. Kishan encerrou a Copa do Mundo T20 como o quarto maior pontuador do torneio, com 317 corridas, enquanto a Índia defendia com sucesso o título conquistado em 2024.

A volta de Kishan ao cenário internacional começou em janeiro, e ele não perdeu tempo para justificar sua convocação. Pontuações de 76 e 103 diante da Nova Zelândia foram decisivas para que ele garantisse sua vaga no esquadrão da Copa do Mundo, e seu desempenho constante ao longo do torneio foi o que o catapultou à liderança do ranking. Assim como grandes conquistas individuais elevam atletas ao patamar de referência em seus esportes - como, por exemplo, o que Rebeca Andrade no Pan-Americano representa para a ginástica brasileira -, a trajetória de Kishan ilustra como a excelência em competições de alto nível transforma carreiras. Antes dele, apenas Virat Kohli, Suryakumar Yadav e Abhishek Sharma haviam ocupado o posto número um para batsmen indianos no formato mais curto do críquete internacional.

Dube avança no ranking de allrounders mesmo com derrota para a Irlanda

Nem tudo foi celebração para a Índia no período analisado. A seleção perdeu as duas partidas da série T20I contra a Irlanda, mas o allrounder Shivam Dube extraiu o máximo possível de um resultado negativo coletivo. Com 45 corridas e três wickets a uma média de 14,33 e economia de apenas 7,16, Dube subiu três posições no ranking de allrounders de T20Is, chegando ao sétimo lugar. É o tipo de contribuição bilateral que técnicos valorizam independentemente do placar final, e que tende a consolidar a posição de um jogador em equipes competitivas.

Head assume liderança nos Testes enquanto Root recua após série discreta

No críquete de Test, a principal mudança foi a ascensão do australiano Travis Head ao topo do ranking de batsmen, com Joe Root caindo duas posições, para o terceiro lugar, após uma série abaixo do esperado diante da Nova Zelândia. Root somou apenas 171 corridas a uma média de 28,50 em três partidas - números aquém do padrão de um dos maiores batsmen da história do críquete inglês. Harry Brook manteve o segundo posto, separado de Head por apenas um ponto de rating, após marcar 58 corridas no primeiro inning do terceiro Test, em Trent Bridge.

O mesmo jogo gerou múltiplos avanços no ranking. Os neozelandeses Daryl Mitchell (11º), Devon Conway (15º) e Tom Latham (31º), além do inglês Ben Duckett (14º), todos centenários em Trent Bridge, subiram nas tabelas. Rachin Ravindra, consistente com 76 em The Oval e 94 no segundo inning em Trent Bridge, ganhou duas posições e chegou ao sétimo lugar entre batsmen de Test. No ranking de bowlers, Jasprit Bumrah assumiu o primeiro posto após Matt Henry cair para o segundo lugar em decorrência de lesão que o impediu de atuar no terceiro Test.

Stokes encerra carreira no top 3, e jogadores de Antígua e Harare também avançam

Ben Stokes concluiu sua carreira internacional com seis wickets em Trent Bridge - incluindo 4 para 70 no primeiro inning - e encerrou como o terceiro allrounder de Test do mundo, após subir duas posições. A aposentadoria do capitão inglês marca o fim de uma era para o críquete britânico, mas ele sai do mais alto nível do esporte sem deixar dúvidas sobre seu legado. Fora da série Inglaterra-Nova Zelândia, os testes de Antígua e Harare também movimentaram o ranking. Os pacers das Índias Ocidentais Shamar Joseph (14º) e Kemar Roach (17º) tiveram ganhos expressivos após a vitória sobre o Sri Lanka. Já o zimbabuano Blessing Muzarabani subiu para o 19º lugar entre bowlers de Test depois de participar da maior vitória do Zimbábue em partidas de Test, desta vez diante de Bangladesh.